terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Poesia em Destaque

Pesadelo
 

Ando encarando o chão,
procurando não ver ninguém.
 

Meu coração está fechado,
não quer mais saber do amor.
Muito foi maltratado,
hoje conhece a dor.
 

Uma garota solitária,
condenada pelo mundo,
julgada pela vida.
 

Já cansada de sofrer,
conheço bem a solidão.
Me intitulo Anja Sozinha,
escondi meu coração.
 

Onde ninguém possa vê-lo
muito menos se aproximar.
A solidão é um pesadelo
do qual não sei se quero acordar.


Autora: Dhyne Paiva

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Poesia em Destaque

Vem comigo

Você precisa andar comigo a noite
Para vermos as estrelas
Você precisa ir aonde eu vou
Então diga que me ama
E me ame do jeito que eu sou
Me diga onde ir
Que eu vou
Me peça o que quiser
Só não peça para lhe esquecer
Porque isso não vou fazer
Pois já não sei viver sem você.


Autor: Beto Ribeiro

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Poesia em Destaque

Sonho Bom 

O sol tímido aparece lentamente
me acordando de um lindo sonho.
Essa noite foi como um filme,
uma retrospectiva dos nossos melhores momentos.
 

Cada sorriso passando em câmera lenta;
Suas palavras como um eco em minha cabeça.
Minha mente não querendo acreditar,
Meu coração não permitindo que eu esqueça.
 


Autora: Dhyne Paiva.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O HOMEM DE LA MANCHA

PONTO DE CULTURA OPERETA – PROJETO MÃOS À OBRA
A 6ª turma do Ponto de Cultura Opereta apresenta a montagem ‘O Homem de La Mancha’, musical baseado em Don Quixote, de Miguel de Cervantes. O Projeto Mãos à Obra tem como objetivo capacitar adolescentes a partir de 16 anos de idade nas várias etapas de uma produção artística. A montagem da peça é o resultado final do aprendizado adquirido no decorrer dos cursos integrando todas as oficinas oferecidas durante cinco meses. 


Sinopse:
  Durante a Inquisição na Espanha, Miguel de Cervantes é preso como herege, por propagar pensamentos subversivos. Ele é jogado em um calabouço, ocupado também por ladrões e assassinos, e é "julgado" pelos prisioneiros. Para se defender, Cervantes conta a história de um homem idoso, que passa os dias e as noites lendo e só consegue ver a injustiça e a trapaça triunfarem. Ele se torna um cavaleiro errante, conhecido como Don Quixote de La Mancha, que decide lutar contra as injustiças do mundo. Durante o "julgamento", Cervantes se transforma em Don Quixote, para poder fazer a sua defesa.
  O texto foi apresentado em Nova York pela primeira vez em 1965, teve 2.329 apresentações e ganhou cinco prêmios Tony. Foi reapresentado inúmeras vezes, tornando-se um dos mais vistos espetáculos de teatro musical e uma das escolhas mais populares das companhias teatrais. A canção, ‘The Impossible Dream’, tornou-se um clássico.
  No Brasil, a peça foi traduzida por Paulo Pontes e Flávio Rangel e dirigida por Flávio Rangel. A versão para o português das canções foi feita por Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra. Estreou em 15 de agosto de 1972 no Teatro Municipal de Santo André, com a participação dos atores Paulo Autran, Bibi Ferreira e Dante Rui. Em 15 de janeiro de 1973 estreou no Rio de Janeiro onde o personagem de Sancho Pança passou a ser interpretado pelo ator Grande Otelo.


Dias: 16 e 17/02
Horário: 20 horas
Local: Rua Dr. Emílio Ribas, s/nº - V. Sopretrer - Poá (próx. a Vivo)
Informações: 4638-2700 / 99318-8001


*As apresentações serão realizadas ao ar livre e não precisam de ingressos antecipados. Caso chova, as apresentações ocorrerão na parte interna e os ingressos serão distribuídos antecipadamente e de acordo com a capacidade de assentos: 80 lugares.


  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Em Volta das Notícias

INTERNET: Prós & Contras!



   A internet, que surgiu na década de 1960, pelo governo norte-americano para desenvolver um sistema para que seus computadores militares pudessem trocar informações entre si, superou e continua superando expectativas.





   Começou como uma gigante calculadora feita por militares (basicamente para armar estratégias de guerra) e hoje é feita por técnicos e aprimorava cada vez mais, servindo de material de trabalho e lazer para mais de meio mundo.
   E mesmo que a inclusão digital no Brasil não seja lá muito igualitária (como tudo nesse país), ocupamos a 5a posição no ranking dos países conectados a internet, com algo em torno de 83,4 milhoes de internautas.
   Sim, a internet rompoeu barreiras e encurtou distâncias.
   Clichê, mas real.

   Nela abriu-se espaço para "fulano" e "ciclano", qualquer pessoa que deseje criar um blog e expor suas ideias e opiniões ou acessar redes sociais e conhecer pessoas diferentes. Simples assim.
   O problema começa quando essas diferenças e opiniões expressadas tomam uma forma agressiva (o que virtualmente não é muito difícil). Opiniões que diferem e ideias que se contradizem, quando levadas para o lado pessoal, podem acabar se tornando uma bola de neve resultando em picuinhas e até ataques preconceituosos.

   Ainda existe o problema daqueles que usam a internet como uma espécie de refúgio, se tornando pessoas reclusas, sem contato com a vida real, podendo adquirir graves problemas psicológicos que em determinadas situações não possam mais ser revertidos.

 Como se pode notar, a vida virtual assim como a real, é seguida de altos e baixos e atualizações cotidianas. As leis de direitos autorais ainda estão sendo discutidas e limites são testados diariamente.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Poesia em Destaque

Desabafo Mudo

O coração acelera,
as mãos tremem.
Papel e caneta sobre a mesa,
mas, nada sai.


Na minha mente, gritos.
No meu coração, lágrimas.
E no papel, espaços vazios
que não consigo preencher.


Na garganta, um nó;
Na face, uma lágrima;
No chão, pápeis amassados
E no papel sobre a mesa
rabiscos que mostram que
nem mesmo uma poetisa
tem palavras para tudo.


Autora: Dhyne Paiva.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Poesia em Destaque

Tragédia em Santa Maria

Morri em Santa Maria hoje.
Quem não morreu?
Morri na Rua dos Andradas, 1925.
Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul.
Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia.
Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre.
O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada.
Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças.
As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.



 Fabrício Carpinejar


 Homenagem para as vítimas da tragédia em Santa Maria/ Rio Grande do Sul